terça-feira, 14 de setembro de 2010

Perfeita Perfeição


A perfeição vagueia entre nós há anos,
E como sempre a nossa curta visão
Sobre o mundo só nos faz aperceber dos danos
Após o caos e a destruição,
Consumindo cada alma, cada amizade, cada amor,
Sem nunca cessar.
Sonho em finalmente acabar com este ardor
Fechar os olhos e abri-los para um mundo de adorar,
Uma realidade que com todos iria partilhar,
Uma visão perfeita, uma visão tua…
Enfim o pesadelo continua,
Desejo agora acordar desta tão malvada existência
Partir para outra onde se consiga ver a cheia Lua
E não um buraco no meio do escuro como quem não tem consciência.
Perfeita perfeição,
Vem até mim, espero-te na minha realidade,
Uma entre mil, tu saberás qual,
Uma vez que te guiarás através deste labirinto de escuridão,
Com a tua suave, no entanto incomparável, intensidade
Desse teu cabelo auroral,
Com cada fino fio que ao vento murmura
Que cada amor entrelaçou,
Conduzindo-os à tão apaixonada loucura,
Cada muro que penetrou, cada sentimento que mudou
Perfeita perfeição…
Outrora lendas e mitos foram contados,
Mas apenas uma verdade fora dita,
Uma que ninguém aceita,
Esta foi que até a mais perfeita perfeição se tornará imperfeita…

2 comentários:

Ana C. disse...

Bem, mais uma vez, deixaste-me verdadeiramente FASCINADA, Gonçalo :D mais um poema fantástico *.* um dos melhores, arrisco dizer! :D****

Simão disse...

Ena Ena, tou a ver que #@%@ te anda a inspirar.
Novamente muito porreiro e gonçalesco, assim como que deprimente e alegre um pouco tragicomédia se é que me percebes.