segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Marioneta que fugiste..


Da solidão era eu consumido,
por fios de ódio era controlado,
meu movimento era negado
e até o meu falar emudecido...
Olhos negros e vastos
que para o vazio olhavam,
lábios acizentados, secos e gastos,
do gelo que apanhavam...
Sonhei e sonhei,
daqueles fios me soltar...
Esperei e esperei,
até que te vi chegar...
Nunca tinha visto beleza como a tua,
queria um simples "Olá" dizer,
mas os sons não sabia compreender...
Ansiava pelo teu regresso quando te ouvia na rua,
quando a noite caía
e o escuro me iludia...
Ventos que passavam e euforicamente dançavam,
por mim eram invejados,
pois a chamarem-te iam abraçados,
trocas de amor que me gozavam...
Linhas de depressão
envolviam-me cada vez mais num casulo profundo,
com a minha única gota de paixão
oferecida ao mais belo anjo no mundo,
estou perdido... Estou preso na teia...
Luto pela liberdade
e pelo amor que me escasseia
e finalmente nos olhos ganho cor,
os fios arrancados e movimento-me por amor,
Falar já não me é sufocador...
Meus lábios foram pintados,
pelas tintas foram molhados,
e agora só precisam de um teor,
Um beijo... Teu sabor...
Marioneta, em que pensas?
Marioneta, como amas?
Marioneta, como te chamas?
Marioneta.. Que mágoas tão densas...
Por muito passaste... Por muito pranteaste...
Agora, perde-te com aquela que sonhaste,
com aquela que chamaste...
Com aquela que te apaixonaste...

3 comentários:

VanSneiwder disse...

Belo poema, sim senhor.
Gramei ler ;)

estrelinha disse...

Mais uma vez de parabens...todos os teus poemas sao lindos...beijinhos

Anónimo disse...

Poema fantástico , como todos os outros !

:D